Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República, abrindo caminho para uma possível delação premiada. A transferência para a Superintendência da Polícia Federal ocorreu na noite de ontem, a pedido da defesa.
As negociações para a delação devem ocorrer sob sigilo, conforme solicitação da defesa. A decisão de transferência também foi requerida para não ser divulgada, segundo nota do STF.
Na semana passada, após a decisão da Segunda Turma do STF pela manutenção da prisão, Vorcaro contratou um advogado experiente em delações premiadas. Pessoas próximas costumam dizer que ele tem muito a fornecer.
Novo representante e discussões iniciais
O novo advogado de Vorcaro já se reuniu com o ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF, para tratar da possibilidade de colaboração. O tema foi discutido de forma geral e ainda não houve definição do acordo.
Há divergência interna na defesa sobre os benefícios potenciais de uma delação. A avaliação é de que o conteúdo e o alcance do depoimento precisam ficar claramente definidos.
A expectativa em Brasília é de que, se ocorrer, a delação inclua autoridades de diferentes poderes. Parlamentares, membros do Judiciário e demais autoridades são citados como possíveis alvos de informações.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, afirmou que a delação completa é o que interessa, evitando dados seletivos. Mendonça, por sua vez, prorrogou o inquérito do caso Master por mais 60 dias.
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