O juiz Elizabeth Machado Louro determinou que os cinco advogados de Jairinho paguem todos os custos decorrentes do adiamento da sessão do júri, inclusive os preparatórios. A decisão foi tomada após o indeferimento do pedido de adiamento.
A defesa de Jairinho pediu a suspensão alegando falta de acesso total às provas. Ao rejeitar o pleito, a magistrada informou que os gastos com escolta, energia e alimentação já estavam comprometidos e que a sobrecarga recai sobre quem planejou a sessão.
Com a negativa, os advogados do co-réu abandonaram o plenário, e o júri foi adiado para 25 de maio. A magistrada também enviou ofício à OAB para apurar possíveis infrações ético-disciplinares.
Relaxamento de prisão
A juíza atendeu ao pedido da defesa de Monique Medeiros e relaxou a prisão preventiva da ré, alegando prejuízo decorrente do abandono da defesa de Jairinho. A medida depende ainda de avaliação pela Justiça, sem prévia conclusão sobre o caso.
Ela justificou que manter a prisão configura constrangimento ilegal, já que o atraso foi causado por circunstâncias externas à acusada. A decisão cita entendimento do STJ sobre não permitir que discordâncias processem a retirada do plenário.
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