A CPMI do INSS entra na semana decisiva com o prazo de funcionamento fixado para este domingo (28). A continuidade dos trabalhos depende da decisão do ministro André Mendonça, do STF, sobre o pedido de prorrogação apresentado pela comissão.
Analistas apontam que o andamento foi prejudicado por decisões do STF nos últimos dias, que suspenderam quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de investigados, incluindo o filho do ex-presidente Lula. O cenário gerou esvaziamento dos trabalhos.
O relator da análise, Teo Cury, destaca ainda interrupções de depoimentos e o impacto de recursos que chegaram ao tribunal. Em alguns casos, o STF já sinalizou respostas complexas que atrasaram o ritmo das oitivas.
Expectativa pela decisão de Mendonça
A principal expectativa é sobre a prorrogação ou não do prazo da CPMI. Caso o ministro acolha o pedido, a comissão pode manter as investigações em curso, segundo argumentos apresentados pela própria CPMI.
Segundo Cury, autuações e vazamentos envolvendo conteúdos de celulares de investigados ajudaram a criar entraves. A PF abriu apuração sobre vazamento, o que também complica o cenário para a continuidade dos trabalhos.
Caso Mendonça rejeite a extensão, os trabalhos podem se encerrar sem conclusões oficiais, mantendo apenas as fases já concluídas. A decisão terá peso político relevante, independentemente do conteúdo final.
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