A juíza Elizabeth Machado Louro negou o pedido de adiamento do júri popular apresentado pela defesa do ex-vereador Dr. Jairinho, réu no caso que investiga a morte do menino Henry Borel, 4 anos. O julgamento permanece conforme o previsto.
A magistrada afirmou que os pontos levantados pela defesa já haviam sido discutidos em reunião prévia entre as partes, antes do início da sessão, e que os advogados teriam concordado com os termos do júri e com os prazos de análise dos autos.
Ela também destacou que outras alegações, como fraude em laudos periciais, já haviam sido examinadas pela Justiça e rejeitadas em decisões anteriores. A decisão mantém o andamento do julgamento.
Ocorrência no plenário
O promotor Fábio Vieira manifestou profunda tristeza com a saída da defesa, afirmando que a saída prejudica o andamento do júri e desrespeita a seriedade do Tribunal do Júri.
O assistente de acusação, Cristiano Medida na Rocha, disse que a conduta não está prevista no ordenamento jurídico e pediu que a Justiça nomeie a Defensoria Pública para atuar na defesa, assegurando a continuidade do julgamento.
Mais cedo, a defesa já havia ameaçado abandonar o plenário caso o pedido de adiamento fosse negado, alegando que não teriam acesso a todas as provas, o que, segundo eles, comprometeria a defesa.
O ex-vereador Jairinho e Monique Medeiros, mãe de Henry, respondem por homicídio triplamente qualificado, além de outros crimes conectados ao caso ocorrido em março de 2021.
Fique atento às atualizações sobre o andamento do processo e o desdobramento do júri no território nacional.
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