A juíza Elizabeth Machado Louro negou, nesta segunda-feira, o pedido de adiamento do júri que envolve Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho. O motivo foi a defesa alegar falta de acesso à íntegra de provas digitais. O processo continua no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
A defesa pediu o desmembramento do caso e apontou suposta manipulação de provas. A acusação sustenta que o material já está disponível em aparelhos anexados ao processo. A magistrada manteve o rito, mantendo o andamento do julgamento.
A defesa afirmou que o conteúdo do notebook da assistência de acusação não foi totalmente apresentado. A juíza rebateu dizendo que os diálogos apontados estão em outro dispositivo já incluso aos autos. O julgamento segue com o Conselho de Sentença definido.
Contexto do caso
Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento na Barra da Tijuca. Inicialmente houve versão de acidente doméstico. O laudo do IML apontou 23 lesões no corpo da criança.
A causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente, segundo a perícia. As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público indicaram agressões repetidas praticadas por Jairinho com conhecimento de Monique Medeiros.
Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. O caso foi acionado pela Lei Henry Borel, que elevou o homicídio de menores de 14 anos a crime hediondo.
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