O caso envolve a inclusão de fotos das deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG) em um álbum de reconhecimento fotográfico da Polícia Civil de Pernambuco. O episódio ocorreu após as imagens serem usadas para identificar suspeitos de crimes, provocando acusações de discriminação e transfobia. O fato foi divulgado nas redes e motivou cobranças à governadora Raquel Lyra.
As parlamentares afirmam ter sido alvo de discriminação e transfobia. Elas relatam que o uso das fotos não respeitou critérios técnicos e apontam seleção baseada em características identitárias. A indicação de que a pessoa investigada seria uma mulher trans é destacada pela Defensoria como indicativo de abordagem problemática.
A governadora classificou o ocorrido como inadmissível e determinou a abertura de investigação pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. A fala oficial reforça que preconceito e violência simbólica não são tolerados em Pernambuco. A medida visa apurar responsabilidades administrativas, civis e penais.
A representação foi encaminhada pela deputada Erika Hilton e pela vereadora Jô Cavalcanti (PSOL-PE) à Corregedoria e ao Ministério Público de Pernambuco. O documento aponta nulidade do ato e questiona a validade da prova baseada em estereótipos, não em critérios individuais.
Segundo a Defensoria Pública de Pernambuco, a seleção de imagens sem critérios técnicos pode violar o art. 226 do CPP e princípios constitucionais. A instituição pediu que o ato seja anulando e que as imagens não fundamentem condenação. Comunicações formais foram feitas às parlamentares.
Investigação preliminar e posicionamentos
A Polícia Civil de Pernambuco informou que abriu uma investigação preliminar para apurar o uso das imagens. A Corregedoria Geral da SDS apura informações, coleta subsídios e pode instaurar processo administrativo, conforme leitura oficial da corporação.
A nota oficial da Polícia Civil ressalta o compromisso com diretrizes e protocolos para evitar preconceito. A instituição reforça que qualquer forma de discriminação é repudiada e que atuará de forma ética e responsável, buscando transparência no caso.
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