O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi ouvido pela polícia após a morte da policial militar Gisele Alves Santana. O depoimento aponta que ele apresentou versões conflitantes e manteve a linha de que ocorreu suicídio. A investigação investiga feminicídio.
Durante o interrogatório, Neto disse à delegacia ter evitado ver o corpo da esposa no Hospital das Clínicas e ficou afastado dos familiares após a confirmação da morte. A justificativa envolve orientação de psicólogas e do comandante, para não provocar reação negativa dos sogros.
O oficial também relatou ter se colocado em um espaço separado dos familiares na delegacia para evitar contato. Investigadores apontam contradições no depoimento, que passam a ser elementos relevantes na apuração do caso, que envolve a acusação de feminicídio.
Contradições no depoimento
A Polícia afirma que as inconsistências no relato do tenente-coronel, associadas ao comportamento após a notícia da morte, ganham importância na investigação. A defesa de Neto não se pronunciou publicamente até o momento.
A CNN Brasil apurou o conteúdo do interrogatório, que será considerado junto a outras provas no andamento do processo. O tenente-coronel permanece preso, conforme avaliação da autoridade competente.
Entre na conversa da comunidade