A EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) busca financiamento junto ao Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como banco dos BRICS, para ampliar operações e fortalecer a Agência Brasil. A proposta foi discutida pelo presidente da empresa, André Basbaum, com a então presidente Dilma Rousseff, atual chefe do banco, durante viagem recente da imprensa à China.
A ideia é transformar a Agência Brasil no principal vetor de expansão internacional da EBC. A meta é posicionar a agência como referência de mídia pública na América Latina e ampliar sua atuação para até 15 idiomas, reduzindo a dependência de grandes agências internacionais.
A estratégia inclui uso de inteligência artificial para ampliar a distribuição de conteúdo. O planejamento prevê parcerias com empresas chinesas de tecnologia e integração da IA ao fluxo de divulgação das notícias, desde que haja aprovação interna dos jornalistas da casa.
Detalhes da proposta e próximos passos
A execução depende de enquadramento da EBC junto ao Tesouro Nacional, com a possibilidade de reclassificação da estatal como ICT (Instituição Científica e Tecnológica) para flexibilizar o orçamento e facilitar investimentos estruturais. Basbaum aponta envolvimento direto do diretor-geral David Butter e do diretor administrativo Rodrigo Faria na condução do processo.
A distribuição internacional atual ocorre sem operação física no exterior, usando a TV Brasil Internacional para alcance em mais de 80 países, incluindo a América do Norte, Europa, África e Ásia. A expansão busca tornar a Agência Brasil o principal meio de divulgação de conteúdo da EBC fora do país.
O projeto também envolve ampliar a produção local de conteúdos com foco em formatos multilingues, mantendo a qualidade jornalística e a curadoria institucional necessária para ampliar a presença da EBC no exterior e diversificar as fontes de financiamento.
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