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Macunaíma governa a imprevidência nacional

Crises se repetem por improviso institucional e falhas em políticas de longo prazo, impactando o abastecimento de diesel, a confiança econômica e a governança pública

Ativismo institucional convive com baixa capacidade de resolver problemas crônicos, diz o articulista; na imagem, vista aérea do memorial JK encoberto por fumaça, em Brasília
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Macunaíma governa a imprevidência nacional. Crises no Brasil ganham ritmo e repetem padrões de improviso, sem enfrentar causas estruturais. A leitura do momento recorre ao “complexo de Macunaíma”, de Mário de Andrade, para explicar o que se observa no país.

O texto identifica atuação que privilegia o curto prazo e a reação, não a estratégia. A crise de abastecimento de óleo diesel é citada como exemplo, com decisões regulatórias tomadas por decreto e portaria, em vez de medidas estruturais para a cadeia de suprimentos.

O cenário institucional também é descrito como ciclo de atrito entre Executivo, Legislativo e Judiciário. CPIs, em temas variados, coabitam com disputas sobre emendas e orçamento, mantendo tensões sem depurar práticas que alimentam as crises.

Cenário econômico e regulatório

A narrativa aponta que intervenções descoordenadas geram distorções e insegurança jurídica, dificultando investimentos. A cada episódio, a confiança de agentes, investidores e sociedade se desidrata, sem haver consenso sobre mudanças estruturais.

Apesar de avanços institucionais ao longo de décadas, o texto registra continuidade de incentivos que favorecem o improviso. A ideia central é que, sem planejamento de longo prazo, as crises tendem a se repetir com impactos cumulativos.

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