Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, tenta afastar o crime de organização criminosa das acusações contra ele e eliminar a alegação de ser o líder do esquema. A defesa argumenta que, em delação, o delator precisa indicar o “andar de cima”.
A estratégia inclui, ainda, abrir mão da liderança para permitir a colaboração com as autoridades, discutindo a entrega de informações sobre outros envolvidos nas fraudes do extinto banco Master e suas ligações políticas.
O acordo de delação já começou a ser estruturado. Vorcaro assinou termo de confidencialidade, e o ministro André Mendonça, do STF, precisa homologar o acordo para que ele tenha validade.
Desde a última sexta-feira, 20, o ex-banqueiro recebeu nove visitas de advogados, cada uma com duração de cerca de uma hora, com anotações da defesa ao fim das reuniões.
Nesta quarta-feira, 25, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, alterou a defesa com o objetivo de viabilizar um acordo de delação premiada, buscando inclusão na colaboração já em curso.
Ambos permanecem presos no âmbito da operação Compliance Zero. Vorcaro está na Superintendência da PF no Distrito Federal, enquanto Zettel está detido em um presídio no interior de São Paulo.
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