O ministro do STF Alexandre de Moraes arquivou nesta quinta-feira (26) a representação criminal contra o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), relacionada a supostas trocas de mensagens com Macário Júdice Neto. A medida encerra a possibilidade de abertura de investigação nesses diálogos. A Polícia Federal havia encaminhado o caso ao STF.
A apuração visava verificar se havia ilícito penal nas conversas entre Casagrande e o desembargador do TRF-2, analisadas pela PF. Segundo a decisão, não há indícios mínimos que justifiquem a investigação.
Macário Júdice Neto, preso na 2ª fase da Operação Unha e Carne, foi detido por suposto tráfico de influência e venda de sentenças. A PF também investiga vazamento de informações da operação Zargun, outra frente da corporação.
As conversas, obtidas do celular de Macário, relatavam pedidos do governador para acelerar um processo que beneficiava o prefeito de Montanha, André Sampaio (PSB), no Norte capixaba. Em seguida, Macário solicitou que Casagrande cedesse um assessor ao gabinete dele no TRF-2, o que ocorreu.
A PF avaliou indícios de troca de favores entre autoridades e encaminhou o caso ao STF para as providências cabíveis. Casagrande, na época, negou ilegalidade e afirmou que a conversa com o desembargador foi institucional e voltada à instabilidade política de um município.
Desdobramentos e contexto
A apuração envolve ainda o papel do TRF-2 e as ações da operação Zargun, que mira o vazamento de informações de outra operação da PF. A imprensa destacou a trajetória de Macário, incluindo vínculos políticos e históricos com operações anteriores.
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