O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi preso pela segunda vez pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 27 de março de 2026. A motivação envolve obstrução da Justiça e ligações com o crime organizado no estado, no âmbito da Operação Unha e Carne III, sob ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A prisão ocorreu em Teresópolis, na região serrana do Rio. Bacellar já havia sido alvo de prisão preventiva expedida pelo STF em 3 de dezembro de 2025, durante a Operação Zargun, que investiga suposta artifícios para atrapalhar investigações sobre o deputado TH Jóias.
Em março, a Procuradoria-Geral da República denunciou Bacellar, TH Jóias e um juiz federal de segundo grau do Rio de Janeiro por atuar para dificultar apurações sobre a presença do Comando Vermelho em instituições públicas fluminenses. A denúncia aponta que o juiz Macário Ramos Júdice Neto repassou informações sigilosas a Bacellar sobre medidas cautelares da operação.
Segundo a PGR, houve reunião em setembro de 2025 entre Bacellar e TH Jóias para tratar de informações sigilosas. A defesa de Bacellar informou que ele permanece detido para fins de investigação e não compartilhou detalhes adicionais sobre o andamento do caso.
O mandato de Bacellar na Alerj foi cassado pelo TSE em 24 de março de 2026, sob suspeitas de envolvimento em esquema de fraudes eleitorais em benefício do ex-governador Cláudio Castro. A cassação amplia o histórico de envolvimento dele com denúncias e investigações em curso no estado.
Entre na conversa da comunidade