A CPMI do INSS registra um relatório alternativo apresentado por governistas, que propõe o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro. A manobra ocorre no contexto de discursos sobre o andamento dos trabalhos e de uma tentativa de conter o parecer do relator Alfredo Gaspar. O ato foi divulgado em Brasília na tarde desta sexta-feira, 27 de março de 2026. A finalidade é ampliar apurações e abrir caminho para novos indiciamentos.
Segundo o documento paralelo, Bolsonaro estaria indicado como autor de crimes que envolvem organização criminosa, furto qualificado contra idoso e improbidade administrativa. Flávio Bolsonaro, por sua vez, figura entre os indiciados por organização criminosa. Ao todo, o relatório alternativo cita 130 pessoas com indícios a serem aprofundados para 201 nomes.
Entenda
- O texto paralelo surge como resposta à leitura do relatório final da CPMI, prevista para esta sexta, com críticas ao parecer apresentado pelo relator. O objetivo é apresentar uma versão que sustente o indiciamento de maior número de investigados.
- A sessão para a leitura do parecer ocorreu de forma apressada, após a decisão de cancelar a sessão de quarta-feira. A prorrogação dos trabalhos foi derrubada pelo STF na quinta-feira, mantendo o prazo até sábado.
- A articulação entre governistas aponta para rejeitar o relatório oficial e avançar com a apresentação de uma segunda versão, com foco em ampliar as investigações e indicar novos indiciamentos.
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