O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou na CPAC, maior evento de direita dos EUA, no sábado, 28 de março de 2026, em Washington. O registro mostra apresentação de 16 minutos durante o encontro. O tema central foi a relação Brasil–Estados Unidos e a agenda conservadora.
Flávio defendeu que o Brasil pode ser aliado estratégico dos EUA ao fornecer minerais raros, para reduzir a dependência da China. Ele destacou a importância de terras raras para a tecnologia, IA e defesa estratégica norte-americana.
O discurso comparou a situação jurídica de Jair Bolsonaro à de Donald Trump, alegando perseguição política. O senador afirmou que o Brasil vive crise econômica e de segurança com cartéis narcoterroristas, segundo ele, sob influência externa.
Flávio criticou o governo Lula, sem mencionar diretamente o PCC ou o Comando Vermelho, ao alegar lobby para evitar classificar cartéis como terroristas. Afirmou que o presidente é anti-norte-americano e alinhado à China.
Propostas e contexto
Segundo o senador, o Brasil seria “campo de batalha” do hemisfério, com potencial de suprir o mercado norte-americano. A fala enfatizou a necessidade de cadeias de suprimentos seguras para minerais críticos.
Ele ressaltou que o agronegócio, a água doce e as riquezas naturais do Brasil fortalecem a posição do país na região. Atribuiu ao Brasil um papel estratégico para a segurança energética e tecnológica global.
Flávio afirmou que disputas internas no Brasil impactam o cenário internacional. Ele chamou atenção para a influência de políticas externas no equilíbrio entre Brasil e EUA, defendendo maior alinhamento entre as duas nações.
Conclusões e próximos passos
O discurso sinalizou a intenção de Flávio de concorrer à Presidência em outubro de 2026, buscando ampliar o alinhamento com os EUA. O tom foi de defesa de valores conservadores e de resistência a políticas externas criticadas pelo bloco.
O senador conclamou o público internacional a acompanhar as eleições brasileiras com atenção, defendendo eleições livres, justas e sem interferência externa. A fala reforçou a relação de cooperação entre Brasil e EUA segundo a visão apresentada.
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