No sábado (28), Flávio Bolsonaro participou da CPAC, conferência do movimento conservador nos Estados Unidos, ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro. Em seu discurso, o senador afirmou que o Brasil seria a solução para os Estados Unidos romperem com a China na obtenção de minerais críticos, especialmente terras raras, e sinalizou que o Brasil poderia influenciar o destino regional nesse setor.
Aliados do governo passaram a ver a fala como um risco à soberania nacional. Eles afirmam ter sido grave a declaração de que o Brasil entregaria riquezas minerais a um país estrangeiro, e apontam motivação eleitoral por trás do gesto. As críticas surgiram nas redes sociais de dirigentes governistas.
Entre as manifestações de reação, a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, disse que o discurso representa um aceno ao governo dos Estados Unidos. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, classificou o episódio como um dos mais graves das campanhas eleitorais, ao questionar a possível interferência externa no pleito.
Também houve avaliação de que há ameaça à soberania brasileira. O vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, afirmou que o país estaria sendo entregue em busca de apoio estrangeiro. Já o deputado Pedro Campos, do PSD, relacionou o tema a falas do presidente Lula sobre protagonismo regional em cadeias de minerais críticos.
A CNN solicitou comentários a Flávio Bolsonaro sobre as declarações, mantendo a linha de defesa da imprensa de buscar o posicionamento do senador. O conteúdo completo está sendo apurado pelas fontes oficiais envolvidas.
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