O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse que não houve direcionamento de investigações e que as apurações em curso não sofrem influência política ou ideológica. O discurso ocorreu durante a comemoração de 82 anos da PF, em Brasília, com a presença do ministro da AGU, Jorge Messias, e do diretor do Coaf, Ricardo Saadi.
Rodrigues afirmou ter total tranquilidade em afirmar a isenção das ações da PF. Disse ainda que a instituição não protege nem persegue, reforçando a atuação de forma técnica e independente.
O evento coincidiu com o avanço do caso Master, e a PF solicitou a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente. A declaração de neutralidade vem em meio a tensões sobre investigações propostas.
Sobre o tema, Rodrigues elogiou a atuação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacando o papel da autoridade monetária no andamento das apurações. Segundo o diretor, a cooperação entre órgãos foi essencial.
O diretor ressaltou que a PF encara pressões, sem citar nomes, porém garantiu: a instituição continuará seus trabalhos. “Mexeu com um, mexeu com todos” foi a síntese de seu posicionamento em defesa do trabalho institucional.
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