O policial penal Jorge José da Rocha Guaranho teve prisão domiciliar decretada pela Justiça do Paraná. Ele foi condenado pelo assassinato do tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, registrado durante uma festa de aniversário em Foz do Iguaçu. A decisão foi dada pela Vara de Execuções Penais da Região Metropolitana de Curitiba.
A concessão ocorreu por grave estado de saúde do condenado, com sequelas de politraumatismo, limitações motoras, dor crônica e dependência para atividades diárias. A direção do sistema prisional foi considerada incompatível com seus direitos diante dessas condições.
A Justiça determinou o regime domiciliar com monitoramento eletrônico, permanência integral em residência e autorizações de saída apenas em casos de urgência médica. O prazo inicial para a monitoração é de 365 dias, com possibilidade de revisão.
O Ministério Público apoiou a concessão, com base em laudos médicos que comprovam a debilidade de Guaranho. A defesa afirmou que a medida visa à adequação das condições de cumprimento da pena, sem representar impunidade.
Contexto do caso
O homicídio ocorreu na festa de 50 anos de Arruda, realizada em um clube de Foz do Iguaçu, em 9 de julho de 2022. O autor invadiu o evento e atirou após uma discussão política, após o que foi preso em flagrante.
O crime ganhou ampla repercussão nacional, com condenação de diversas entidades e autoridades. O presidente da época, outro partido, manifestou solidariedade à família de Arruda.
Entre na conversa da comunidade