O ministro Alexandre de Moraes estabeleceu um prazo de 24 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro apresentasse explicações sobre a continuidade da prisão domiciliar do ex-presidente. A resposta veio de forma rápida, no mesmo dia, segundo informações oficiais.
A defesa discute a permanência em casa e busca manter a prisão domiciliar por mais tempo, inclusive além dos 90 dias fixados pelo ministro. Em renovações de pedidos anteriores, os advogados haviam solicitado o retorno ao regime domiciliar ao menos cinco vezes, com negativas anteriores.
A mudança na estratégia ocorreu após novo questionamento do STF. A defesa tem utilizado argumentos para justificar a continuidade do cumprimento de medidas restritivas impostas a Bolsonaro, que permanece privado de contato com o meio externo por meio de aparelhos de comunicação.
Entre os elementos do caso, destaca-se a declaração de Eduardo Bolsonaro, que afirmou em evento de políticos de direita nos Estados Unidos que enviaria ao pai vídeos da participação dele no encontro. A manifestação ocorreu em contexto de debates públicos sobre o andamento do processo.
Bolsonaro continua cumprindo a ordem de prisão domiciliar, com a proibição de usar celulares ou qualquer outro item que possibilite comunicação externa, direta ou indiretamente. A decisão de Moraes mantém o foco na monitorização e nas restrições impostas ao ex-presidente.
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