A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a segunda fase da investigação sobre a venda de sentenças no STJ. A operação envolve buscas para esclarecer o esquema.
A ação ocorreu na casa do ex-assessor do tribunal Márcio José Toledo Pinto, em Brasília, por decisão do ministro do STF Cristiano Zanin. PF apura atividades que visavam atrapalhar as investigações.
A PF identificou que o investigado tentava obstruir o andamento do processo. O pedido de prisão preventiva foi negado por Zanin.
Atualizações
Metadados dos arquivos digitais compartilhados entre os investigados indicam que Márcio Pinto, à época lotado no gabinete da ministra Isabel Gallotti, foi o responsável pela elaboração de minutas indevidamente divulgadas.
Na semana passada, ele foi indiciado pela PF por exploração de prestígio, violação de sigilo funcional e integração a organização criminosa. A polícia aponta fortes indícios de estrutura criminosa orientada a lucrar com decisões judiciais.
A PF afirma que a organização atuaria dentro e fora de tribunais, envolvendo lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Embora ministros citados incluam Og Fernandes, Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e Moura Ribeiro, a conclusão parcial não aponta participação de magistrados.
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