O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou a possibilidade de retirar os Estados Unidos da Otan, elevando as tensões com aliados europeus. A declaração foi feita na véspera de um discurso à nação, em que ele afirmou estar discutindo com firmeza essa possibilidade. Os comentários ocorreram após a recusa de alguns membros europeus em apoiar ações militares dos EUA no estreito de Ormuz.
Trump afirmou à Reuters que iria mencionar, no discurso, o seu descontentamento com a aliança. Questionado sobre a saída, disse estar absolutamente considerando a medida. A fala intensificou debates já em curso sobre o papel da Otan e o compromisso de defesa coletiva prevista no Artigo 5.
A reação inicial veio de países europeus de peso na aliança. A França, questionada sobre o assunto, destacou que a Otan é uma aliança de segurança euro-atlântica e não deve ser usada para operações no Oriente Médio. Outras concessões oficiais reforçaram que não houve mudança na política de cooperação.
Na Polônia, o ministro da Defesa pediu calma e ressaltou a importância dos EUA para a Otan, enfatizando a necessidade de manter a estabilidade entre os aliados. O governo alemão afirmou continuar comprometido com a Otan, sem comentar o assunto de forma direta. O Reino Unido sinalizou que atuará conforme os interesses do país, independentemente de ruídos.
A tensão ocorre em meio ao contexto da guerra entre EUA e Irã, que já afetou a cooperação de defesa na região. Autoridades europeias acompanham com cautela os desdobramentos das negociações entre EUA, Rússia e Ucrânia, bem como as discussões sobre alianças estratégicas e medidas de apoio mútuo entre os membros da Otan.
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