O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira que um dos objetivos da campanha de 2026 é formar maioria no Congresso. Em tom crítico, disse que senadores com mandato de oito anos podem se achar superiores, o que exige base de sustentação no Senado.
Lula reforçou que a composição de alianças não depende apenas de simpatias, mas de pactos com pessoas que pensam diferente, desde que contribuam para um projeto comum para estados e país. As declarações foram feitas durante entrevista ao Grupo Cidade de Comunicação, no Ceará.
Ações do governo e desincompatibilização
Nesta semana, ministros deixaram as pastas para concorrer a cargos nas eleições de outubro. O timing ocorre devido ao fim do prazo de desincompatibilização, próximo sábado (4), seis meses antes da eleição.
Entre os cotados para o Senado estão Rui Costa (PT), na Bahia; Gleisi Hoffmann (PT), no Paraná; Simone Tebet (PSB), provável chapa com Haddad; Marina Silva (Rede), em São Paulo; André Fufuca (PP), no Maranhão; Carlos Fávaro (PSD), em Mato Grosso; e Waldez Góes (PDT), no Amapá.
Eleição no Senado
A eleição de 2026 no Senado envolve 54 das 81 cadeiras, dois terços do total. Cada estado e o Distrito Federal vão eleger dois parlamentares para oito anos. A renovação pode alterar a composição do Senado a partir de 2027, aumentando a importância da eleição para governo e oposição.
Além de votar leis, o Senado tem atribuições como processar o presidente da República por crimes de responsabilidade, analisar ministros do STF e aprovar indicações de ministros, procurador-geral e representantes de outras instituições. A indicação de Jorge Messias para substituir Luís Roberto Barroso ainda aguarda decisão final.
Entre na conversa da comunidade