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Mortes causadas por PMs sobem 35% em todo o estado de SP

Mortes de policiais militares em serviço sobem 35,5% no 1º bimestre em São Paulo, totalizando 103 vítimas, aponta o Ministério Público do estado.

O número de mortes cometidas por policiais militares em serviço teve uma trajetória de queda no governo anterior | Divulgação/SSP
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O número de mortes causadas por policiais militares em serviço aumentou 35,5% no 1º bimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2024. Saíram de 76 para 103 vítimas no estado de São Paulo, conforme relatório dinâmico do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).

O levantamento é divulgado pelo Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial do MPSP, com dados repassados pelas polícias Civil e Militar, conforme determinação legal e orientação da Secretaria de Segurança Pública.

O documento aponta que houve queda na letalidade policial entre 2019 e 2022, quando os registros passaram de 720 para 262. Em 2023, sob a gestão atual, ocorreram 357 mortes, um aumento de 95 em relação a 2022. Em 2024, o total chegou a 653, alta de 83% ante o ano anterior, e em 2025 houve 703 registros.

A atual escalada é associada ao governo de Tarcísio de Freitas, segundo a análise do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo. O presidente de honra do grupo e membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP aponta retrocesso nos direitos humanos e maior sensação de insegurança pública.

Segundo o representante, a violência policial afeta principalmente jovens pobres e negros de áreas periféricas. Ele cita ainda que a atuação estatal tem sido marcada pela resistência a câmeras corporais, denúncias e órgãos de controle, o que, na visão dele, contribui para a escalada de violência.

Apoio institucional e resposta a críticas permanecem em debate. O MPSP reforça a importância de controles externos e da transparência na coleta de dados, enquanto defensores dos direitos humanos pedem medidas mais firmes para reduzir a letalidade policial.

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