O Conselho Federal da OAB protocolou no STF uma petição para que o ministro Alexandre de Moraes impeça a abertura de novo inquérito com base em dados dos celulares do advogado Frederick Wassef, apreendidos em agosto de 2023. A ação foi apresentada nesta quarta (1º abr 2026).
A OAB sustenta que houve um intervalo de quase três anos entre a apreensão dos aparelhos e a identificação de possíveis provas, o que, segundo a entidade, descaracteriza a hipótese de encontro fortuito. O documento foi assinado pelo presidente da Ordem, Beto Simonetti.
OAB aponta que o material analisado pela PF, encaminhado ao STF em 4 mar 2026, contém eventos fortuitos que deveriam ter seguido procedimento apartado. Moraes pediu parecer da PGR em 19 mar 2026, sem prazo definido para a resposta.
Contexto do caso
Wassef é advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro e foi alvo de mandado de busca e apreensão em 2023, durante investigações sobre a venda de joias da Arábia Saudita no exterior. Em julho de 2024, a PF indicou outros 10 indiciados, incluindo Mauro Cid e Marcelo Câmara, por associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos.
A PGR, em março de 2026, manifestou-se pelo arquivamento do inquérito no STF, argumentando que não há lei específica sobre a destinação de presentes recebidos pelo presidente de autoridades estrangeiras. No mesmo mês, o procurador-geral solicitou a transferência das joias à Receita Federal para prosseguir com procedimento de perdimento.
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