O ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida negou nesta terça-feira (31) ter cometido importunação sexual envolvendo Anielle Franco e afirmou que houve uso político da acusação para afastá-lo da vida pública. A denúncia foi apresentada pela PGR ao STF.
Em vídeo publicado nas redes, Almeida disse ter se mantido em silêncio por respeito à lei e ao sigilo das investigações, e afirmou que vai se defender na Justiça. Disse ainda que, durante o inquérito, não teve oportunidade de se manifestar.
Almeida criticou o que chamou de linchamento público e alegou que a denúncia foi usada para afastá-lo da política. Questionou a forma como as informações foram divulgadas e afirmou não haver comprovação verídica até o momento.
Detalhes da investigação
A PGR denunciou Almeida por importunação sexual envolvendo Anielle Franco. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que as provas levantadas corroboram o relato da ministra. A defesa contesta a avaliação, destacando a impressão de uso político.
O ex-ministro já havia sido indiciado pela Polícia Federal por importunação contra Anielle Franco e contra a professora Isabel Rodrigues. A denúncia da PGR se restringe ao caso envolvendo Anielle.
Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, foi um dos depoentes que sustentaram a versão apresentada pela ministra. Ele participou de reunião na qual Almeida teria importunado a colega de governo federal.
O caso tramita sob sigilo no STF, com relatoria do ministro André Mendonça. A audiência ou próximos passos ainda não tiveram divulgação oficial. O tema envolve defesa de direitos humanos e combate à violência contra mulheres.
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