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TCU investiga uso de funcionários do governo em desfile com Janja no Rio

TCU investiga uso da máquina pública em desfile no Rio com Janja; solicita esclarecimentos da Casa Civil e Secom sobre participação de servidores e custos

O TCU estipulou prazo de 15 dias para envio das informações; na imagem, Janja
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O Tribunal de Contas da União abriu uma investigação sobre possível uso indevido da máquina pública em desfile de Carnaval no Rio de Janeiro, ocorrido em 15 de fevereiro. A presença da primeira-dama, Janja Lula da Silva, em um camarote foi alvo de apuração, assim como a participação de funcionários federais no evento. A Casa Civil e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência foram acionadas para esclarecer a situação.

A representação foi protocolada por deputados do Partido Novo e pelo senador Eduardo Girão. Segundo os autores, haveria desvio de finalidade e ausência de interesse público na mobilização de funcionários do Poder Executivo para apoiar o desfile da Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem ao presidente Lula.

Em 15 de fevereiro, a Acadêmicos de Niterói homenageou Lula. A representação aponta indícios de uso da estrutura de cerimonial, apoio logístico e material de funcionários federais para a organização do carro alegórico com a participação de Janja, que acabou desistindo de desfilar na última hora.

O TCU deu prazo de 15 dias para envio de informações pela Casa Civil e pela Secom. Devem ser detalhados todos os funcionários deslocados ao Rio de Janeiro entre 1º e 18 de fevereiro de 2026, bem como suas funções e se acompanharam ou prestaram suporte à primeira-dama, ao presidente ou a ministros durante o desfile.

Além disso, o tribunal pediu um relatório financeiro detalhado, incluindo diárias, passagens, hospedagem e horas extras. Também há pedido de esclarecimento sobre participação do cerimonial em envio de convites, controle de presença e apoio à confecção de fantasias para convidados do carro alegórico.

O TCU informou que a medida cautelar para impedir o desfile perdeu validade, pois o evento já ocorreu. O processo fica anexado a outra investigação sobre repasses da Embratur à mesma escola de samba, ainda em andamento. A relatoria está com o ministro Augusto Nardes.

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