A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) completa oito anos em 2026, e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) projeta maior capacidade para fiscalizar o uso de dados. A mudança visa tornar a atuação da agência mais contundente e regulatória, com base no que já foi regulamentado.
Entre 2026 e 2027, a ANPD deve passar por uma renovação integral do seu conselho diretivo, incluindo o diretor-presidente. Três diretores já deixaram os cargos; os dois atuais permanecem até o fim de 2026, abrindo espaço para uma leitura institucional renovada.
Novo patamar regulatório
Com os temas da LGPD regulamentados, a ANPD migra do caráter educativo para uma atuação fiscalizatória mais assertiva. A agência passa a fiscalizar o cumprimento do ECA Digital e a regular a inteligência artificial no país, entre outras atribuições.
A ANPD recebe ampliação de recursos humanos e orçamentários. A previsão para 2026 é investir mais de 200 novos servidores, além de um orçamento acima do dobro do previsto para 2025, fortalecendo a capacidade de fiscalização e atuação normativa.
Impactos operacionais esperados
O aumento de pessoal e de orçamento deve elevar a intensidade de fiscalizações e a aplicação de sanções. A agência pretende conduzir novas agendas regulatórias que vão além da LGPD, definindo diretrizes para o ecossistema digital brasileiro nos próximos anos.
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