A CPI do Crime Organizado se reúne na manhã desta terça-feira para ouvir depoimentos. O foco é o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, sobre o domínio territorial de facções em prisões brasileiras. A presença do ex-governador Ibaneis Rocha é tida como pouco provável após decisão do STF.
Ibaneis recebeu decisão que o isenta de comparecer, com base no direito à não autoincriminação. A comissão já havia convocado Ibaneis e o ex-governador do RJ, Cláudio Castro, após deixarem os cargos. Eles haviam sido convidados, mas não compareceram.
A oitiva de Garcia deve esclarecer ações do governo federal sobre segurança prisional. Também está em pauta o papel institucional do Governador nas decisões do BRB, com foco em operações ligadas ao Banco Master que envolvem indícios de irregularidades.
Ibaneis Rocha deixou o cargo em fevereiro para disputar as eleições deste ano. A transição ocorreu em meio a controvérsias envolvendo o Master e o BRB. O BC impediu a compra do Master pelo BRB, mantendo sigilo sobre documentos.
Prorrogação
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, protocolou pedido de prorrogação por 60 dias. O funcionamento da comissão depende da aprovação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A prorrogação visa analisar documentos sobre a “teia de relações” envolvendo o caso Master.
Segundo a CNN, a CPI busca avançar nas investigações sobre a fraude financeira associada ao Master. A equipe pretende ampliar a análise de documentos obtidos pela comissão para entender conexões entre autoridades e entidades envolvidas.
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