Hélio Lopes afirmou em redes sociais que Jair Bolsonaro lhe confiou duas missões: buscar apoio para a candidatura ao Senado por Roraima e colocar-se à disposição do PL para concorrer ao cargo de ministro do TCU. A declaração envolve o ex-presidente, que não se pronunciou formalmente sobre o assunto.
Mesmo com o que foi dito pelo deputado, o cenário para a escolha do candidato da sigla ao TCU segue incerto. Flávio Bolsonaro defende lançar a deputada Soraya Santos, em alusão à candidatura de Hélio Lopes ao Senado. O PL avalia as opções em meio a várias negociações.
Acordos e possibilidades
O líder da bancada do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, informou que há esforço para indicar uma mulher para a vaga. A decisão deve sair até quarta-feira, após reuniões com demais líderes. Outras siglas de direita também exploram nomes para o TCU.
Entre os cotados aparecem Elmar Nascimento (União-BA) e Danilo Forte (PP-CE). A deputada Adriana Ventura, do Novo, também aparece como possível candidata ao cargo. A votação ocorre em meio a um acordo político que envolve diferentes partidos.
Corrente principal e tramitações
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que seguirá o acordo para destinar a vaga ao PT, mantendo a prioridade ao entendimento com o Palácio do Planalto. Segundo aliados, a palavra final precisa ser cumprida para preservar o relacionamento institucional.
A votação será secreta e poderá haver mudanças de última hora, segundo informações já veiculadas. Os indicados passam por sabatina na CFT, com a eleição prevista para ocorrer na próxima terça-feira (14). A janela de indicações partidárias vai de terça (8) a quarta (9).
Contexto institucional
O TCU é composto por nove ministros, com indicações distribuídas entre Câmara, Senado, Presidente da República, carreira de auditores e Ministério Público de Contas. O desenho político da escolha influencia o equilíbrio de poder no controle externo.
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