A 22ª edição do Acampamento Terra Livre começa em Brasília, com expectativa de presença de mais de 6 mil indígenas vindos de todas as regiões do país. O objetivo é dialogar com o presidente Lula e autoridades sobre celeridade na demarcação de terras.
Líderes da Apib confirmaram que há diálogo com o governo para a visita de Lula durante a semana. A expectativa é ouvir pautas sobre desintrusão, usufruto de terras e proteção às comunidades.
As lideranças também aguardam anúncios oficiais sobre demarcações. Em documento apresentado antes da COP30, havia 107 terras aptas à regularização. A projeção é discutir metas para 5 anos, com foco na homologação de terras.
A violência contra mulheres indígenas foi tema de relatos. A coordenadora Luana Kayngang destacou vulnerabilidades externas às aldeias. Parte das delegações financiou o transporte a Brasília por conta própria, sem recursos públicos.
Ações e mobilização na semana
Ao longo da semana, estão previstas duas marchas do Acampamento Terra Livre até a Praça dos Três Poderes, a partir do Eixo Monumental. A primeira ocorre nesta terça, às 9h, com visitas a representantes do governo e parlamentares.
A segunda marcha está marcada para quinta-feira, às 14h, com o tema Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida. A APIB aponta que, até março, 76 terras aguardam homologação, com assinatura de Lula, e 34 dependem de portaria do Ministério da Justiça.
Nova política indigenista
Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas destacou a criação da pasta em 2023, que ampliou a participação indígena em cargos estratégicos. A pasta informa que as ações têm recuperado direitos e políticas desmanteladas na gestão anterior.
A nota também cita a homologação de 20 territórios, somando 2,2 milhões de hectares. O governo reforça o compromisso com a defesa de direitos de mais de 391 povos e a continuidade de políticas indigenistas.
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