Cid Gomes (PSB-CE) afirmou em entrevista ao jornal O Globo nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, que é “muito constrangedor” não votar no irmão Ciro Gomes (PSDB-CE. A declaração envolve a possível candidatura de Ciro ao governo do Ceará, em chapa de oposição à gestão de Elmano de Freitas (PT-CE).
Cid reiterou apoio ao governador Elmano de Freitas e manteve a posição de favorecer Junior Mano (PSB-CE) como candidato do PSB ao Senado na chapa liderada pelos petistas. O senador negou a pretensão de concorrer ao Senado em 2026 e afirmou que, se o cenário o colocasse na chapa de Elmano, o voto do irmão não ocorreria.
No âmbito nacional, Cid sinalizou apoio a Ciro caso o ex-governador se candidate à Presidência em 2026, e declarou que apoiaria Lula apenas se não houver outra alternativa. A prioridade do PSB no Ceará, segundo ele, é eleger 5 deputados federais e 13 estaduais.
Distanciamento entre Cid e Ciro vem desde 2022, quando divergiram sobre o candidato do PDT ao governo cearense. Cid apoiou a reeleição de Izolda Cela; Ciro apoiou Roberto Cláudio. Em 2023, Cid deixou o PDT e filiou-se ao PSB, levando aliados, o que aprofundou a ruptura com Ciro.
A disputa pelo Senado no Ceará envolve também nomes como José Guimarães (PT-CE), Eunício Oliveira (MDB-CE) e Chiquinho Feitosa (Republicanos-CE). Guimarães já indicou que pretende permanecer na disputa, mantendo o cenário de dois cadeiras em jogo.
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