O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), lamentou a decisão de não prorrogar os trabalhos da comissão. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que os trabalhos serão encerrados no dia 14, devido às eleições.
Vieira confirmou que uma força-tarefa está analisando os documentos disponíveis, muitos chegam de forma gradual, para cruzá-los e apurar os fatos. O foco inclui possíveis vínculos entre o Banco Master e a gestora de capitais Reag.
Segundo a apuração, há indícios de operações que ligariam o Banco Master a familiares de ministros do STF, com transações confirmadas pelos envolvidos. Entre os mencionados estão Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Toffoli é citado por negócios envolvendo um resort no Paraná e cotas de ações com um fundo ligado ao cunhado de um empresário preso. Moraes tem relação com a esposa, cuja empresa recebeu contratos relevantes.
A análise dos documentos também envolve o contrato milionário entre o escritório da família de Moraes e o grupo de Vorcaro. Dados da Receita Federal indicam remessas de valores ao escritório em 2024.
Depoimentos previstos, como o do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, devem complementar parte dos fatos, sem, contudo, atender a toda a pauta.
Vieira criticou decisões do STF que teriam reduzido o alcance de requerimentos da CPI, incluindo pedidos de oitiva de testemunhas e de quebra de sigilos de envolvidos. O senador ressaltou a necessidade de continuidade da apuração.
O relator afirmou que aguarda uma definição do ministro Nunes Marques para instalação de uma nova CPI voltada ao Banco Master, mas o magistrado tem se recusado a reunir-se para tratar do tema.
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