O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou à CNN que recebeu pagamentos por contratos com o Banco Master, classificando-os como honorários de consultoria jurídica. Ele disse ter deixado a vida pública e seguir atuando como advogado.
Temer explicou que foi contratado para prestar consultoria quando o BC ainda avaliava a liquidação do Master. Segundo ele, houve uma tentativa inicial que não se concretizou, levando ao processo de liquidação que ficou paralisado.
O Master teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, data em que o então dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal. O relato de Temer envolve reuniões em Brasília com autoridades ligadas ao tema.
De acordo com o político, a atuação dele foi apenas de intermediação para a consultoria jurídica ligada ao Master. O envolvimento dele ocorreu ainda antes da conclusão da liquidação.
A investigação sobre o Master também envolve operações com outras instituições, entre elas o BRB. Em setembro de 2025, o BRB teve a tentativa de compra do Master barrada pelo BC, em meio a denúncias de ativos sem lastro.
Temer foi citado em levantamento da Receita Federal como destinatário de pagamentos do Master. O banco declarou ao fisco cerca de R$ 10 milhões ao escritório de Temer, embora a defesa estipule que o montante foi de R$ 7,5 milhões.
Diversos nomes já aparecem em registros de pagamentos do Master, incluindo ex-ministros e assessores ligados à política. A lista também envolve Guido Mantega, Ricardo Lewandowski e Fabio Wajngarten, entre outros profissionais.
Além de Temer, as informações apontam pagamentos a consultorias associadas a figuras públicas de destaque, o que alimenta investigações em andamento sobre o uso de recursos do Master em operações financeiras e possíveis irregularidades.
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