Em entrevista à CNN Brasil, Temer afirmou que ministros do STF com possíveis ligações com o Banco Master devem se declarar impedidos de julgar o caso, com base no sistema normativo vigente. A ideia é evitar conflitos de interesse durante as decisões.
Ele disse não haver dúvida de que, se o tema chegar ao STF, ministros com advogados ligados ao Master poderão declarar impedimento, conforme regras jurídicas existentes.
Dias Toffoli decidiu, em 11 de março, não participar do julgamento sobre a prisão de Vorcaro, ex-dono do Master. Antes, ele deixou a condução das investigações em 12 de fevereiro, após relatório da PF mencionar o ministro em dados do celular de Vorcaro.
Sobre os contratos do Master com escritórios, Temer afirmou que cada instituição define seus critérios de cobrança. Também disse que os honorários do escritório de Viviane Barci, esposa de Moraes, estavam ligados a uma assessoria global, não apenas jurídica.
O próprio escritório de Temer recebeu valores do Master, segundo ele, sob a rubrica de consultoria e mediação antes da liquidação do banco. O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Master em novembro do ano passado.
Repercussões e contexto político
Temer afirmou que o caso não é bom para as campanhas políticas nem para o quadro institucional do país. Reconheceu a existência de reunião com Vorcaro, Ibaneis Rocha e Paulo Henrique Costa, sem detalhar o encontro.
Ele negou ter dado conselhos a Alexandre de Moraes, indicado ao STF por Temer em 2017. O ex-presidente citou apenas participação em conversas anteriores ao julgamento.
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