A ministra do STF, Cármen Lúcia, relatou pressões de familiares para que deixe a Corte. Ela descreveu a cobrança como fruto de um discurso considerado sexista, machista e desmoralizante, e revelou os comentários recebidos em casa.
Durante um evento da Fundação Fernando Henrique Cardoso, nesta segunda-feira, ela afirmou que a família teme que a atuação na cadeira do STF tenha fim antecipado. A relatora destacou que esse tipo de pressão pode desmotivar jovens juristas.
Cármen Lúcia também mencionou que pretende deixar a presidência do TSE para permitir que o órgão se organize para as eleições de 2026. Ela é a única ministra em atuação no STF neste momento.
Contexto atual
A ministra citou ainda a promessa de indicar mudanças estruturais, diante de críticas à credibilidade da Corte. Ela participa de discussões sobre um código de ética, para o qual foi escolhida relatora pelo presidente Edson Fachin.
A atual composição do STF encara discussões sobre a transparência da agenda pública dos ministros. Em março, apenas alguns integrantes registraram compromissos públicos, segundo a magistrada, que defende maior divulgação para a confiança institucional.
Cármen Lúcia destacou que, apesar da pressão externa, a aposentadoria de ministros segue regras administrativas. Ela apontou possibilidades de aposentadoria antecipada recentemente discutidas no ambiente político, sem entrar em detalhes sobre prazos.
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