A CPI do Crime Organizado, instalada no Senado, teve mudanças em sua composição nesta terça-feira (14). Os aliados do governo passaram a compor o colegiado como titulares, antes da leitura do parecer final. A finalidade é votar o relatório de Alessandro Vieira (MDB-ES).
O relatório final, que inclui pedidos de indiciamento de autoridades, foi apresentado ainda pela manhã, mas a leitura foi adiada para a tarde pelo presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES). Vieira propõe indiciar ministros do STF, o procurador-geral Paulo Gonet e demais autoridades.
Mudanças na composição da CPI
Beto Faro (PT-PA) passou a ser titular no lugar de Sergio Moro (PL-PR). Teresa Leitão (PT-PE) substituiu Marcos do Val (Avante-ES). Soraya Thronicke (PSB-MS) assumiu a vaga de Jorge Kajuru (PSD-GO). Entre as suplências, Camilo Santana (PT-CE) substituiu Randolfe Rodrigues (PT-AP). Esperidião Amin (PP-SC) entrou como suplente.
Eduardo Girão (Novo-CE) criticou as trocas, descrevendo-as como manobra de última hora para enterrar o relatório. A CPI mantém o foco na conclusão do relatório técnico e na responsabilização de autoridades. A sessão desta terça foi a última do colegiado, encerrando quatro meses de duração.
O que o parecer aborda
No parecer apresentado, Alessandro Vieira propõe o indiciamento por crimes de responsabilidade de ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet. As implicações envolvem possível abertura de processo e eventual responsabilização penal. A decisão final depende da leitura e votação da comissão.
A sessão também discutiu a possibilidade de prorrogação por mais 60 dias, tema que ainda dependia de aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A decisão, porém, não foi anunciada durante a reunião.
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