Eduardo Bolsonaro deixou de participar de interrogatório por videoconferência no STF, em ação penal na qual é réu por coação do Judiciário. O processo segue em andamento, e as alegações finais devem ser apresentadas posteriormente.
Segundo a denúncia, apresentada pelo Ministério Público Federal, ele atuou junto à equipe de Donald Trump para promover medidas como tarifas sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos de membros do governo federal e de magistrados do STF. A investigação aponta contatos entre a defesa de Eduardo e autoridades norte-americanas. O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
No STF, o interrogatório por videoconferência era parte do andamento do processo. Eduardo Bolsonaro já havia sido citado pela Justiça para falar sobre as acusações. A defesa pode apresentar documentos e argumentos na fase de alegações finais.
Cassação do mandato na Câmara e desdobramentos
Ao fim de 2025, a Mesa Diretora da Câmara decidiu cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro por excesso de faltas. A medida levou em conta o dispositivo constitucional que proíbe parlamentares de faltar a mais de um terço das sessões deliberativas no ano. Não houve confirmação de novas diligências.
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