A família de Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão, conhecido como Felipe Mourão ou Sicário, afirma não ter acesso às imagens de segurança, aos autos do inquérito sobre sua morte e ao laudo do IML. O caso envolve a Polícia Federal e o STF, sob supervisão, após o óbito ocorrido em março.
Mourão era cúmplice de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, e estava em custódia da PF quando teria tentado tirar a própria vida. O falecimento ocorreu no início de março, em Minas Gerais, segundo informações relacionadas à investigação.
A nota divulgada pela família aponta que não houve comunicação prévia sobre a tentativa de suicídio, e questiona a utilização do apelido Sicário pelos investigadores, alegando gravidade das acusações sem provas públicas apresentadas.
A defesa de Mourão afirma que a família jamais teve envolvimento em violência ou homicídio, e reforça a expectativa de acesso aos dados da terceira fase da operação Compliance Zero, na qual Fabiano Zettel figura como alvo.
O que a PF diz e quem era “Sicário”
A Polícia Federal relata a existência de um grupo denominado “A Turma”, do qual Mourão e Vorcaro faziam parte. A PF atribui a Mourão a coordenação de atividades de coleta de dados e monitoramento para os interesses do grupo.
Segundo a investigação, Mourão acessava sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases da PF, do MPF e até de órgãos internacionais como FBI e Interpol. A PF afirma que havia captura de dados de segurança pública.
A PF também diz que Mourão atuava para remover conteúdos e perfis, com o objetivo de obter dados de usuários ou silenciar críticas ao grupo. A atuação incluía intimidar antigos funcionários do Master e levantar informações sobre essas pessoas.
Em uma conversa com Vorcaro, Mourão seria acusado de organizar ações, incluindo a possibilidade de agressões a um jornalista, conforme apuração da PF. As investigações continuam para esclarecer os fatos.
A reportagem não divulga novas provas nem conclusões; as informações constam de documentos oficiais da PF e de investigações em curso, com apuração pela Justiça. As famílias solicitam acesso integral aos autos.
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