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FCC abre tramitação rápida de queixas contra críticos da mídia de Trump

Relatórios internos revelam atuação de grupo conservador pressionando a FCC para agir contra Kimmel, com passagem direta ao gabinete de Carr e efeitos regulatórios

FCC chairman Brendan Carr.
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O órgão regulador dos EUA recebeu uma velocidade maior nas queixas contra críticos da imprensa ligados ao governo. Documentos internos obtidos pela WIRED mostram que um grupo conservador com canal direto com o gabinete do presidente do FCC, Brendan Carr, estruturou a denúncia contra Jimmy Kimmel e sua equipe, agilizando o encaminhamento sem passar pelos funcionários de carreira.

Os registros revelam que o Center for American Rights (CAR) enviou petições diretamente ao escritório de Carr, contornando a linha de avaliação de reclamações comum. O CAR costuma alinhar suas ações a críticas à imprensa, associadas a declarações do ex-presidente Donald Trump.

Detalhes operacionais

Daniel Suhr, presidente do CAR, teria acesso direto aos assessores jurídicos seniores de Carr e encaminhou ações envolvendo Kimmel logo após a apresentação inicial. Entre setembro, o grupo anexou um dossiê com pesquisas e histórico de doações de funcionários do programa Jimmy Kimmel Live!.

Além da denúncia inicial, o CAR anexou meio de campo adicional com argumentos sobre distorção jornalística de notícias, tema que o grupo já havia utilizado em ações contra grandes redes. A estratégia buscava ampliar a pressão regulatória sobre a ABC e seus conteúdos.

Reação institucional e desdobramentos

Carr apareceu em um programa de comentário conservador para comentar o caso e sinalizar que afiliadas locais da ABC poderiam sofrer escrutínio regulatório caso não atuassem. Em seguida, a equipe de Suhr apresentou uma complementação à queixa, ampliando a tese de distorção de notícias e sugerindo medidas adicionais contra emissoras.

Em paralelo, houve repercussão entre grandes grupos de televisão: Nexstar, Sinclair e Disney anunciaram mudanças relacionadas ao show em horários locais, com temporárias suspensões ou alterações de programação. A FCC não respondeu a pedidos de comentário oficiais até o momento.

Contexto regulatório e histórico

Carr substituiu uma posição anterior que havia rejeitado queixas do CAR sobre outras redes, mantendo o foco na defesa de padrões de serviço público. As ações de 2025, associadas a uma revisão de fusões e acordos, mostraram como as pressões de grupos alinhados politicamente podem influenciar o debate regulatório.

Entidades de defesa da imprensa e ex-funcionários da FCC criticaram amplamente as estratégias de Carr, alegando uso inadequado de poderes regulatórios. Em novembro, um grupo bipartisan de ex-comissioners pediu a reconsideração de políticas de distorção de notícias, citando limitações legais.

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