Dias Toffoli, ministro do STF, afirmou nesta terça-feira que o relatório final da CPI do Crime Organizado do Senado tem o objetivo de obter votos, e classificou o documento como uma excrescência. Segundo ele, o indiciamento de ministros pode configurar abuso de poder e implicar inelegibilidade.
O ministro disse ainda que a Justiça Eleitoral deve cassar quem usa o poder para obter votos, mantendo atuação firme contra práticas antidemocráticas. Em tom crítico, Toffoli afirmou que o relatório é invasivo e sem base jurídica.
Relatório e indiciamentos
Nesta terça, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou o relatório final da CPI, propondo o indiciamento de Toffoli, dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, pela suposta relação com o Caso Master.
Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria do inquérito que apura fraudes no Master. A PF informou ao presidente do STF que há menções ao nome do ministro em mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero.
O empreendimento Tayayá, um resort no Paraná, aparece entre os vínculos do caso, já que o resort foi comprado por um fundo ligado ao Master e alvo de investigação da Polícia Federal. O conjunto das informações permanece sob apuração, com desdobramentos em andamento.
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