O ex-presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou que sua demissão não foi motivada pelo acúmulo de requerimentos de benefícios. Em entrevista ao jornal O Globo, divulgada nesta quarta-feira, ele atribuiu a exoneração a uma desavença com o ministro Wolney Queiroz.
Waller disse que houve atrito desde o início entre os dois e que, por não ser indicado por Queiroz e ter uma missão a cumprir, evitava ir ao ministério para conversar com o titular. Ele não foi comunicado diretamente pelo ministro, mas pelo secretário-executivo Francisco Macena da Silva.
Sobre a fila do INSS, o ex-presidente mencionou as devoluções ligadas a fraudes em descontos associativos e a troca da empresa responsável pela central de atendimento 135. Não houve confirmação de novas falhas recentes.
A nova presidente do INSS é Ana Cristina Viana Silveira, analista do seguro social concursada e ex-presidente do CRPS. Ela assume o cargo em meio a desdobramentos de investigações anteriores à gestão de Waller.
Waller assumiu após a deflagração da Operação Sem Desconto, que apura fraudes. O antecessor, Alessandro Stefanutto, foi preso, e a operação também contribuiu para a queda do ministro Carlos Lupi, então líder do PDT.
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