Moraes abre inquérito contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra Lula. A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, ocorreu após pedido da Polícia Federal e contou com parecer favorável da PGR. A abertura de investigação foi anunciada em 15 de abril de 2026, com base em fatos ocorridos em janeiro de 2026.
A mensagem publicada por Flávio Bolsonaro no X em 3 de janeiro de 2026 atribuiu a Lula crimes como tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A postagem também associou imagens do presidente a Nicolás Maduro, acompanhado de afirmação de que Lula seria delatado.
Segundo a PGR e a PF, a expressão serás delatado, ligada à colaboração premiada, indica imputação falsa de delitos ao chefe do Executivo em ambiente público. A PF e a PGR identificaram indícios concretos de conduta criminosa, caracterizando a calúnia e a efetiva difamação de fatos criminosos.
Sigilo e diligências
Moraes determinou o levantamento do sigilo dos autos, entendendo não haver elementos que justifiquem a publicidade restrita do processo. A PF terá 60 dias para realizar diligências necessárias e avançar nas investigações. A defesa de Flávio Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre a decisão.
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