Todd Lyons anunciará sua saída do ICE no fim de maio, para atuar na iniciativa privada. O diretor interino afirmou que deixou a decisão após considerar prioridades familiares, disseram jornalistas do New York Times.
Segundo a carta de Lyons, liderar o órgão foi uma honra, mas ele quer passar mais tempo com a família, especialmente com os filhos em momentos-chave de suas vidas. A decisão não foi tomada de forma fácil, mas foi considerada correta pelo ex-diretor.
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, confirmou que o último dia de Lyons será 31 de maio e informou que ele deverá ingressar no setor privado. Mullin elogiou a atuação do líder interino em nota oficial.
A gestão de Lyons ficou marcada por operações do ICE em várias cidades para deter migrantes, gerando disputas com autoridades locais e críticas de organizações civis. A agenda de ações ampliou pressão sobre a agência.
Casos de mortes durante operações intensificaram o debate e pressões sobre o ICE. Em Minneapolis, dois cidadãos desarmados foram mortos em ações do ICE neste ano, provocando protestos e respostas do governo para reduzir parte das operações.
Durante audiência no Congresso, Lyons mencionou números de prisões e deportações feitas no primeiro ano do governo Trump, enquanto recebia críticas por não se desculpar pelas mortes ocorridas nas operações, segundo reportagens de grande imprensa.
Nos bastidores, a decisão de deixar o cargo também aparece associada a desgaste pessoal. Há relatos de problemas de saúde ligados ao estresse, com hospitalização durante o período à frente da agência.
Aliados do governo elogiaram a atuação de Lyons. Um assessor da Casa Branca descreveu o ex-diretor como patriota e líder dedicado na condução das políticas de controle fronteiriço.
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