Na Antaq e no governo federal, empresas pressionam pela realização do leilão do Tecon 10, megaterminal do porto de Santos, para 2026. O ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou esperar o edital ainda no segundo semestre, durante a Intermodal em São Paulo. A medida busca atender interesses do setor e manter dinamismo no setor portuário.
Executivos do setor têm mostrado ceticismo quanto à viabilidade de 2026, citando descrédito político para sustentar o calendário. A estratégia visa preservar a imagem internacional do país e evitar novo adiamento que possa impactar investidores.
As discussões sobre a modelagem do certame envolvem alternativas entre o TCU e a Antaq. O TCU recomenda leilão em duas fases com restrição aos armadores na primeira rodada. A Antaq também pondera fases, com exclusão dos incumbentes em parte do processo.
O objetivo é abrir participação para armadores chineses, especialmente a Cosco, conforme entendido no debate interno. Esse ponto provoca atenção de Washington e também pressões da União Europeia, que buscam espaço para empresas fora do Brasil.
Entre os obstáculos, estão as posições de multinacionais como Maersk, MSC e CMA CGM, que teriam restrições em cenários com incumbentes. A CMA CGM recentemente adquiriu Santos Brasil e não demonstrou interesse no Tecon 10 até o momento.
Uma sugestão discutida prevê liberar incumbentes a participar já na primeira fase, desde que desinvestam ativos em Santos até o leilão. Empresas alegam dificuldade para abrir mão de participação existente no terminal BTP.
Outra proposta envolve um formato de viva-voz, com as três melhores ofertas da primeira rodada disputando em lances sucessivos ao vivo, até a definição do vencedor. A ideia busca maior transparência e competitividade no processo.
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