Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, não compareceu à prisão por vontade própria. Ela se entregou à polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20), após o STF determinar sua volta à cadeia. A defesa sustenta que não houve participação no crime.
A decisão ocorre em meio a debates sobre a instrução do processo e o andamento do júri. Gilmar Mendes, ministro do STF, reiterou que a soltura poderia prejudicar a coleta de testemunhos e o andamento do caso.
A mãe de Henry é ré pela morte da criança, ocorrida em 2021, acusada de homicídio com participação de Jairinho, então namorado dela. Mendes justificou a custódia com o risco à verdade processual diante de oitiva de testemunhas sensíveis.
No sábado (18), a defesa de Monique teve recurso negado e a prisão preventiva foi mantida. A juíza Elizabeth Machado Louro havia remarcado o julgamento para 25 de maio, após entender excesso de prazo.
Durante o inquérito, Jairinho também esteve sob prisão; ele era vereador na época. Monique já havia deixado a prisão em 2022, mas retornou após decisão de 2023 do STF.
O caso envolve ainda a suspensão do julgamento em março, quando a defesa de Jairinho deixou o plenário. A perícia e as testemunhas permanecem no centro das fases finais do processo.
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