O jornal Folha de S.Paulo publicou na semana passada uma coluna de Bernardo Carvalho que discute a diferença entre antissemitismo e antissionismo. O texto recupera leituras de Freud e de Edward Said para analisar a construção da identidade judaica e o surgimento do Estado de Israel.
A reportagem central aponta que Carvalho utiliza a obra de Freud, “Moisés e o Monoteísmo”, para sustentar que o sionismo teria moldado a identidade judaica sem negar raízes históricas. Segundo o texto, Freud não estabeleceu um fato histórico, e Carvalho cita a testemunha para reforçar o argumento.
Os trechos analisados questionam a ideia de que a formação do judaísmo seja excepcional e incompatível com a base necessária para um Estado-nação. O artigo também critica a caracterização do sionismo como projeto colonial, lembrando a presença judaica tradicional em várias regiões.
Segundo a leitura apresentada, a crítica a Israel não deve aplicar padrões não usados para outros Estados. O texto expõe que a defesa de uma distinção entre antissemitismo e antissionismo tende a falhar quando as críticas se apoiam em critérios diferentes dos aplicados a demais países.
O artigo destaca ainda que a narrativa que coloca o Estado de Israel como único objeto de avaliação política envolve uma leitura seletiva da história. Ao fim, reforça que a legitimidade de críticas políticas não pode se traduzir em discriminação contra judeus.
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