Soraya Thronicke (PSB-MS) acusou Frei Gilson de misoginia e intolerância religiosa após a divulgação de um vídeo de uma pregação em que o religioso critica a ideologia do empoderamento feminino e a ideia de uma guerra entre homens e mulheres. A senadora publicou a menção em sua conta na rede social X e disse que o frei não a representa.
Ela afirmou, em comentário à postagem, que o conteúdo extrapolou limites de intolerância religiosa e de desrespeito à mulher. Thronicke pediu providências da Igreja Católica e descreveu Frei Gilson como falso profeta em tom crítico. O vídeo apresentado é um trecho de uma pregação.
O material começa com o freiregido dizendo que as mulheres desejam mais poder e que a liderança espiritual e familiar recai sobre o homem, citando a Bíblia como base. A senadora ampliou a acusação, citando ainda trechos bíblicos para sustentar a crítica.
Contexto político
Soraya Thronicke foi eleita em 2018 pelo PSL, atual União Brasil, com apoio de apoiadores de Jair Bolsonaro. Em 2021 atuou como vice-líder do governo no Congresso. Posteriormente, mudou de partido, deixando o Podemos e ingressando no PSB.
Ela participou da votação contra o relatório final da CPI do Crime Organizado, que apurava supostos crimes ligados ao Banco Master. O parecer indicava indiciamento de autoridades, incluindo ministros do STF, e gerou leitura de bastidores no eleitorado.
Recentemente, a senadora entrou na janela partidária para se filiar ao PSB, em meio a articulações para as eleições de 2026. A mudança ocorre enquanto Soraya planeja concorrer novamente a uma vaga no Senado Federal.
Entre na conversa da comunidade