O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) lidera a corrida ao governo do estado, segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira. Em três cenários testados, Paes aparece com vantagem de pelo menos 25 pontos percentuais em relação aos adversários.
No levantamento, Paes oscila entre 34% e 40% das intenções de voto. O segundo colocado é o deputado Douglas Ruas (PL), atual presidente da Alerj, com desempenho entre 9% e 11%. O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) fica em 8%, empatando tecnicamente com Ruas em um dos cenários. Wilson Witzel (DC) aparece com 3%.
A pesquisa entrevistou 1.200 pessoas presencialmente entre 21 e 25 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é RJ-00613/2026. A entrevista ocorreu em meio a alianças expostas no pleito estadual.
Em cenário de segundo turno, Paes manteria vantagem: 49% contra 16% de Ruas. No comparativo com Garotinho ou outros, há variações, mas Paes segue na liderança acentuada. O estudo também aponta que 6 em cada 10 eleitores do estado ainda não definiram o voto.
A pesquisa aponta ainda que, no pleito direto, 20% dos entrevistados são indecisos, e 40% afirmam que suas escolhas são definitivas. Outros 20% declararam voto branco ou nulo, mantendo uma parcela considerável de eleitores em fase de decisão.
No contexto das alianças, Paes é apontado como pré-candidato apoiado pelo PT, em alinhamento com o presidente Lula, enquanto Ruas é identificado como nome do bolsonarismo. Em segundo turno, a vantagem de Paes persiste entre eleitores que apoiam Lula ou descreveram-se como de esquerda não alinhados ao presidente.
Em termos de cenários de apoio, o estudo indica que Paes conquista 73% entre eleitores lulistas que apoiariam esse palanque no segundo turno e 81% entre eleitores de esquerda que não se vinculam ao apoio atual. Entre apoiadores de Bolsonaro, Ruas aparece em 33% contra 35% de Paes, dentro da margem de erro.
Outro dado relevante envolve recebimento de recursos: o grupo Master informou repasse de R$ 1,5 milhão a um escritório ligado ao secretário de Governo de Paes, conforme documento da Receita. A conclusão do repasse não altera a liderança apresentada pela pesquisa, mas compõe o cenário de alianças e relações institucionais em jogo.
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