Ex-funcionário de Fauci foi indiciado por ocultação de registros federais durante a pandemia de Covid. David Morens, de 78 anos, responsável por assessoramento sênior no NIAID, é alvo de acusação apresentada pelo Ministério da Justiça dos EUA, sob a gestão da diplomacia de Donald Trump.
O inquérito aponta que Morens e dois co-conspiradores teriam tentado restaurar financiamentos após a suspensão de uma subvenção. A verba havia sido destinada a uma empresa, que repassou recursos ao Wuhan Institute of Virology, na China.
Segundo a acusação, o grupo antecipou pedidos sob a FoIA e resolveu esconder comunicações, usando o e-mail pessoal de Morens em vez do oficial do NIH. O objetivo seria evitar a divulgação pública de mensagens não públicas.
A denúncia também afirma tentativas de moldar decisões de financiamento, com intervenção em cartas para lideranças do NIH e troca de mensagens com oficiais seniores por vias não oficiais. Detalhes apontam ainda risco de recebimentos de vantagens.
Morens, que atuou no NIAID de 2006 a 2022, é acusado de conspiracy against the US, destruição ou falsificação de registros, ocultação de documentos e auxílio a co-conspiradores. A defesa não comentou o caso.
Acusações e desdobramentos
A Justiça informou que Morens poderia ser julgado em tribunal federal, com pena potencial de até cinco anos para conspiração, até 20 anos por falsificação de registros e até três anos por ocultação de registros. Todd Blanche comentou o caso, destacando abuso de confiança durante a pandemia.
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