O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, manifestou interesse em colaborar com as investigações em curso. Ele cogita firmar delação premiada após a detenção, ocorrida durante a Operação Compliance Zero. A defesa afirmou que a cooperação depende de condições técnicas e legais.
A defesa também solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência de Costa da penitenciária da Papuda para um ambiente que permita diálogos sigilosos com os advogados. O pedido foi encaminhado ao relator do caso, André Mendonça.
Costa está detido em Brasília desde 16 de abril, suspeito de irregularidades de governança no BRB e de facilitar negócios com o Banco Master. Conforme as investigações, haveria um acordo de propina envolvendo imóveis avaliados em 146 milhões de reais.
Delação premiada em avaliação
Segundo os advogados, a delação depende da voluntariedade do investigado, da utilidade das informações e da clareza dos termos do acordo. Eles afirmam que tais condições podem não ser atendidas enquanto o réu permanecer na Papuda, o que justificaria a transferência para dialogar com os advogados sem sigilo.
A negociação busca assegurar que Costa possa exercer seu direito de defesa de forma plena, permitindo o compartilhamento de informações relevantes para as apurações sem comprometer o sigilo necessário. Não há confirmação de eventual acordo neste momento.
Entre na conversa da comunidade