Fernandinho OIG, empresário conhecido no setor de apostas online, prestou depoimento à CPI das Bets no Senado em novembro de 2024. A PF aponta que ele seria proprietário do avião utilizado para transportar o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira em uma viagem sob investigação. O registro público associa o empresário à One Internet Group (OIG), empresa de tecnologia, publicidade digital e plataformas de apostas.
A Polícia Federal investiga se um auditor da Receita Federal cometeu prevaricação e descaminho ao liberar o acesso de bagagens do voo sem fiscalização. Cinco volumes teriam ingressado no Brasil sem raio-X na noite de 20 de abril de 2025, durante o retorno de uma viagem à ilha de São Martinho, descrita pela PF como local conhecido por ser paraíso fiscal desde 2016.
O avião utilizado for atribuído a Fernandinho OIG, natural do Maranhão. Além de ser fundador e CEO da OIG, ele já atuou no meio artístico, com produção e gestão de carreira de influenciadores.
Envolvidos e informações-chave
Em novembro de 2024, Fernandinho OIG negou ser dono da plataforma de apostas conhecida como jogo do tigrinho (Fortune Tiger) durante depoimento à CPI. Ele afirmou que a OIG está autorizada a operar no Brasil e que atua dentro das regras do Ministério da Fazenda.
O Coaf também apontou em novembro de 2024 um pagamento suspeito de 1,7 milhão de reais da OIG a uma empresa em nome de uma faxineira de São Paulo, objeto de apuração sobre lavagem de dinheiro ligada às bets.
Além de Motta e Nogueira, a PF confirmou a presença no mesmo avião de outros deputados. Estavam a bordo Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Também constava a bordo Victor Linhares, ex-vereador de Teresina, investigado pela Operação Carbono Oculto, que apura ligações entre o crime organizado e o setor de combustíveis.
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